segunda-feira, 6 de julho de 2015

À minha alma e a ti, cabrão!

Gostava que já não existisses aqui.
Gostava mesmo que outro já tivesse ocupado o teu lugar.
Gostar de ti, mata-me! E a tranquilidade que pensava ter alcançado, vira mentira num ápice.
Odeio-te, filho da puta!
Foste o meu pior tudo. E não devias ter sido o melhor, também!
Quem me dera poder apagar-te da memória, de uma vez para sempre. 
E puta que pariu o Pedro Chagas Freitas mais a visão lírica e romântica do Amor! Fico feliz que a vida dele seja linda ao lado dela, mas estimo bem que se fodam os dois!
O Amor não é aquilo!
O Amor é uma doença mortal. Chega sem aviso e quando dás por isso, já morreste e nem sabes como, quando nem porquê.
Gostava que já não existisses aqui.
Gostava de ter chorado por ti tudo o que havia para chorar.
Enterrar-te, fazer o discurso fúnebre e terminar com um: "Paz à sua alma e à minha!". Era merecido, principalmente, à minha que não vê descanso desde que conheceu a tua.
Aquele dia não devia ter existido, eu não devia...tu não devias...eu não devia e tu não devias. Nada disto devia ter acontecido! 
Foda-se para o destino, mais para quem o inventou!
E tu já foste o melhor de mim, quem diria?! Já foste o meu tudo!
Agora já não sei o que és nem quem és. Desapareceste e o que ficou de ti não me diz nada.
Eu gostava era do outro, do que partiu. Se para nunca mais voltar, não sei... e nem sei se ainda estarei cá para ver. 
Estou a ir-me, também. Talvez vá ao encontro do outro, do que partiu. E vou deixar para este o que ficar de mim, a que não te disser nada, também.
Vou começar a escrever o teu discurso fúnebre. Ele é bem capaz de ser preciso um dia destes.
Hei-de enterrar-te de negro! Negro como o Amor, e de um negro tão escuro como o da minha alma.
Negro como tudo irá ficar depois da terra te cobrir por inteiro e já nada do que nos uniu um dia, reste.
Serás o convidado de honra. E terás um lugar especial para que não percas nada da cerimónia, prometo meu amor, filho da puta! Prometo!