segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Não dói. Não magoa. Não desgasta. Não maltrata. Não trilha a alma. Não mói o espírito.
É só falta, sentir falta. Melhor, sentir uma tremenda falta.
É só aquele vazio, só aquele recôndito e discreto espaço despojado de uma força maior que vem sempre daí (boa ou má).
E não faz doer. Não se sofre. Não se chora. Nem, sequer, limita! Não estilhaça. Não prende qualquer movimento.
É, apenas e só, falta, sentir falta. Melhor, sentir uma tremenda falta tua.
Mas não dói, nem um bocadinho. Chega a ser confortável, e arriscaria dizer engraçado, até. Aquela pequenina e estranha sensação que sinto no anelar da mão direita sempre que sinto a tua falta (mas tu não sabes da existência dessa proeza.Um dia conto-te..).
Porque, afinal, é só falta, sentir falta. E por muito estranho que possa parecer não é complicado nem mata, é somente, falta.

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