terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Draw the line"

É engraçado como eu já não consigo achar graça! Por muito que não seja uma falta de respeito para comigo, aliás em nada o é nem nunca foi (é só ausência de respeito por elas mesmas), sinto-o como tal, sinto-o como uma afronta à minha essência. Em parte é, é uma afronta à ideia que tenho das pessoas! E, embora essa ideia se tenha mantido quase sempre a mesma e não tenha sofrido alterações de grande porte ao longo do tempo, ao longo de todo este tempo, é sempre uma injúria ouvir certas e determinadas coisas de tais bocas. Não achei graça, já não acho graça (isto, se alguma vez ousei achar algo semelhante). O que me deixa desconfortável é a normalidade com que se encara aquilo! Fico parva com o à-vontade! E é aí, exactamente aí, que me conservo no meu canto só a observar toda a exaltação naquela "repugnância" que se gera à minha volta. Chamem-lhe "bolha", chamem-lhe "meu mundinho" ou chamem-me "anti-social", c'est la même chose, não me causa qualquer incómodo ou desconsolo, muito menos o tomo como insultuoso. Porque a única coisa que poderia levar como tal, era a minha participação nessa "exaltação" da "repugnância que se gera à minha volta".

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