terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Draw the line"

É engraçado como eu já não consigo achar graça! Por muito que não seja uma falta de respeito para comigo, aliás em nada o é nem nunca foi (é só ausência de respeito por elas mesmas), sinto-o como tal, sinto-o como uma afronta à minha essência. Em parte é, é uma afronta à ideia que tenho das pessoas! E, embora essa ideia se tenha mantido quase sempre a mesma e não tenha sofrido alterações de grande porte ao longo do tempo, ao longo de todo este tempo, é sempre uma injúria ouvir certas e determinadas coisas de tais bocas. Não achei graça, já não acho graça (isto, se alguma vez ousei achar algo semelhante). O que me deixa desconfortável é a normalidade com que se encara aquilo! Fico parva com o à-vontade! E é aí, exactamente aí, que me conservo no meu canto só a observar toda a exaltação naquela "repugnância" que se gera à minha volta. Chamem-lhe "bolha", chamem-lhe "meu mundinho" ou chamem-me "anti-social", c'est la même chose, não me causa qualquer incómodo ou desconsolo, muito menos o tomo como insultuoso. Porque a única coisa que poderia levar como tal, era a minha participação nessa "exaltação" da "repugnância que se gera à minha volta".

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como diz o outro: "Meu amigo! Foi o que foi."

Eu não queria ser obrigada a isto, não era o que tinha em mente. No entanto, vejo-me forçada a semelhante atitude e duvido, duvido que se fosse exposta alguém a aceitaria como válida, duvido mesmo. Mas e depois? Para mim é mais do que óbvia e, perfeitamente, compreensível. E logo hoje, logo hoje que devia ser dia de festa (supostamente). Aniversários nunca me fascinaram, e o meu não é excepção. De uma forma ou de outra, são dias, absolutamente, normais. Agradeço o facto de não me terem enchido a caixa de mensagens como acontecia há uns tempos! Se calhar, perdi “amigos” / “conhecidos” / “admiradores” … Who cares? Não tenho pena, não ligo a quem se lembra ou não, não faço contas. Sinceramente, e não é conversa de miúda que pretende revelar-se como rebelde, não tenho qualquer interesse nisso. Aliás, limito-me a um “Obrigada” a quem, ainda, o faz. (embora pense que os ditos “Parabéns” não deviam ser dirigidos a mim, mas sim à Senhora minha Mãe que teve a “amabilidade” [para alguns] e o “descaramento” [para outros], de dar à luz este ser.) Enquanto isso, mantenho-me e vou envelhecendo como as pessoas!
Quanto à atitude, "Meu amigo! Foi o que foi.", o que tem que ser tem muita força. E lamento, mas a culpa não é minha! É algo que me transcende e eu só faço o que se faz sentir, educadamente, como sempre.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"All about lovin' you"

Não havia muito mais a querer, naquela noite. As estrelas brilhavam no céu, a Lua cheia e grande iluminava os rostos, as mãos entrelaçadas,  nos olhos o brilho e o silêncio era ensurdecedor. Seria arrogância pedir mais do que isto, se é que havia mais!  Os passos firmes e serenos, convictos e leves, levavam cada memória e as bocas caladas e sorridentes, guardavam o que de melhor teriam. E aquele momento durou para sempre. Hoje, ao fechar os olhos, o corpo arrepia e o pensamento voa e paira naquele mesmo instante. Que importância teria, agora, a distância? Nenhuma! Não depois de tudo, não depois de tudo aquilo que unia os dois corpos, as duas almas, os dois corações. Hoje, longe, as estrelas, ainda, brilham e a mesma Lua, ainda, ilumina o rosto.  Mesmo que os olhos não se vejam nos outros, mesmo que as mãos não se possam tocar, mesmo que os passos tomem caminhos diferentes, está intacto. Fica o que foi, permanece a lembrança e resta a saudade!