sábado, 30 de julho de 2011

MEDO!

Há coisas mesmo tristes. Quase tão tristes quanto a música da Beyoncé "Who run the world? (Girls)".

( duvido da existência de algo ainda mais triste do que isso --' )

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ai Cristo!

A incompetência irrita-me. Tanto que o próprio Pinto da Costa me parece menos anormal e mais suportável ao pé dessa senhora.

(só para terem uma noção.)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

fogo posto

Sinto frio. Sinto calor. Sinto vontade. Sinto falta. Sinto cansaço. Sinto necessidade. Sinto-me mal. Sinto o chão a fugir-me dos pés. Sinto o cheiro a nada. Sinto as lágrimas que enchem os meus olhos. Sinto a loucura. Sinto o lenço molhado, ao meu lado. Sinto a música que invade os meus ouvidos. Sinto-me longe. Sinto-me perto (mas de quê?). Sinto-me burra. Sinto-me limitada. Sinto-me engolida pelo mundo. Sinto o estômago embrulhado. Sinto as batidas. Sinto o pulsar das coisas. Sinto o inconsciente. E no meio disto tudo perdi-me, já não sei o que sinto! Só sei que sinto. Hoje, sinto com todos os sentidos. Sinto com o olhar, com as mãos, com o nariz, com os ouvidos, com a boca...Hoje sinto tudo e nada. Quase vazia, quase cheia! Hoje queria deitar-me e só acordar daqui a muito, muito tempo. Possivelmente, o desaparecimento não seria sentido, não da mesma forma como eu sinto tudo, hoje. E para quê? Para nada. Quero só dormir e deixar de sentir, pelo menos, enquanto durmo, nada me preocupa, nada se revela superior e nada me faz sentir assim, como se fosse um nada. Quero o corpo adormecido e esquecido no canto da cama, quero o sono que não vem para me embalar e fazer com que esqueça tudo. Mas eu espero e enquanto isso, sinto.

(E o Ricky Martin é uma óptima companhia! Experimentem sacar a discografia toda!)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

oh yeah

Adoro ser princesa!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

I'm back.

Voltei. E voltei por uma razão muito simples: necessidade de escrever. Eu podia, podia escrever só para mim, mas onde é que está a piada nisso? Não está, exactamente. Posso querer somente atenção, posso até parecer ridícula e posso mesmo não ter nada de jeito para dizer. É só a minha vontade de chegar a alguém com as minhas palavras, com as coisas que eu sinto e com as coisas que faço. Não sei se ajuda alguém, possivelmente não, não sei se me dão crédito, sequer, e acredito que não o façam... Mas nem por isso paro! Eu não peço nada, não peço atenção e não peço que me entendam; peço só que tenham cuidado com as palavras e apreciem o significado de cada uma delas, são sempre escritas e sentidas da mesma forma intensa e segura.
Hoje, volto por uma razão especial. Volto porque há coisas que me deixam incrédula, estupefacta e com as emoções à flor da pele. Há coisas ridículas, não há?! E nós achamos que não, que nunca nada acontece, que as pessoas são aquilo que sempre achamos que fossem (e são mesmo, só que são-no de uma maneira mais profunda e infantil, ainda).
Eu lamento que, às vezes, tenha que lamentar certo tipo de situações (por vezes inopinadas) e conversinhas da treta. Lamento que, às vezes, mesmo sabendo o que a casa gasta, tenha que lamentar não ter visto que a despensa estava quase vazia (metaforicamente falando). Lamento, até, que tenha que lamentar aquilo a que assisto (e de camarote). Só que há coisas que não valem a pena, e tanto lamento para que? Alguém ouviu? Alguém se digna a ter consciência? Eu não vi, desculpem. Acho de um mau gosto tremendo e de um baixo nível estrondoso.
O que me descansa? A perspicácia e a rapidez com que atinjo as coisas. A eficácia dos meus actos e a força do que digo e escrevo. O que me revolta? A inconsciência crónica de quem actua e as palavras secas como se nada fosse grave, como se nada fosse importante.
Mas eu tenho uma palavra para isto: Deplorável. Não faz jus à dimensão, de facto. Mas foi o mais aproximado que arranjei porque, apesar do vocabulário português ser dos mais extensos do mundo, nem sempre se encontram as palavras certas para descrever alguma coisa. Eu tentei, ao menos.
Agora? Agora vou estudar mais um bocadinho que tenho exame de Sociologia da Comunicação amanhã.
Com a vossa licença.
Beijinhos

terça-feira, 5 de julho de 2011

ponto final.

Em verdade vos digo que aqui o cenas, fechou. E não foi para obras, foi para sempre. 
Com toda a certeza que foi um prazer, mentia se dissesse o contrário. Muito obrigada. Um beijinho.
E continuação de boa escrita!

domingo, 3 de julho de 2011

Por isso mesmo, obrigada.

Lembro-me da facilidade. Lembro-me do bem-estar. E lembro-me que o mundo me nascia dos dedos. Não me esqueço da forma como o Sol me aquecia o corpo. Não me esqueço das palavras proferidas naquele tom mínimo. E não me esqueço do cheiro a liberdade.
Caminhei, caminhei sem que desse conta da distância a percorrer, da mesma forma que não calculei o absurdo da minha ingenuidade ao dirigir-me ao desconhecido. E eu não sei se teria razão. As tuas palavras foram entrando e sendo depositadas em camadas, aos poucos. O meu cérebro armazenou toda a informação da tua sabedoria tão eficaz e natural, sem reclamar com o meu consciente e sem se pronunciar quanto à origem de tais vocábulos.
Lembro-me da satisfação. Lembro-me do brilho desse olhar. E lembro-me de me esquecer da realidade. Não me esqueço da entrega. Não me esqueço da leve brisa que me acariciava o rosto. E não me esqueço que me tinhas dito que ia ser assim.
Mantive-me, mantive a postura e segui em frente. A dada altura, deixei que o teu comando caísse e apoderei-me de mim baseada na tua certeza de que o certo estaria a ser feito. E escrevi. Tão delicadamente e deliciada, como se os próprios pensamentos mais profundos do mundo se apoderassem da minha mão.
Mas era só eu, nada mais. Só eu a escrever naquele papel. Apenas um pequenino ser coberto de ideais e vontade. Os pensamentos, esses, não tão profundos quanto os dos filósofos, mas a alma, essa, tão pura como a de qualquer criança daquela idade.