terça-feira, 21 de junho de 2011

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Falar demasiado, dói. Mas ouvir demasiado, dói ainda mais.
É certo e sabido que as palavras também magoam, às vezes, mais que as próprias acções. Às vezes, mais vale levar uma bofetada na hora, mais vale sofrer uma coacção física fortíssima e esperar aprender com o erro. Eu preferia, aliás, eu prefiro a dor material. Ao menos, essa demora mas passa. Já a psicológica fica e dói, vai doendo por tempo indeterminado, vai doendo até nos consumir por inteiro e nos levar a um estado de enfraquecimento total. Seja eu fraca, então!

(e eu, se calhar, tenho-me em demasiada boa conta.)
(e há coisas que não consigo conceber, simplesmente)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Se calhar não é culpa do tempo, nem da vida, nem do céu, nem do chão. Se calhar não é culpa do vento, nem do mar, nem da chuva, nem do sol. Se calhar não é culpa do Governo, nem da crise, nem das promessas, nem das campanhas. Se calhar não é culpa da caneta, nem do papel, nem dos olhares, nem da vontade. Se calhar não é culpa do telemóvel, nem da Vodafone, nem do dinheiro, nem das horas. Se calhar não é culpa das palavras, nem das fantasias, nem do trabalho, nem do choro. Se calhar não é culpa das pessoas, nem da música, nem da cerveja, nem da alegria. Se calhar não é culpa minha, nem tua, nem de ninguém.
Se calhar, nem há culpa. Ela, às vezes, morre solteira, se calhar!