segunda-feira, 30 de maio de 2011

ponto final.

Vou desistir daquilo que, se calhar, não me orgulha como há muito o devia ter feito. Só nunca quis que fosse assim, na verdade!
Eu falo, eu aconteço, eu dramatizo, eu tudo... Possivelmente, sou só uma inconsciente, arrisco-me a dizê-lo. Muito possivelmente, lanço-me às feras sem ter a noção do perigo. E talvez, talvez precise de crescer. Talvez precise de aprender que nem sempre aquilo a que não dou valor também não o tem para outros. Mas, e depois? Sou bem capaz de ter caído nos mesmos erros mais do que uma vez. Não sou muito esperta e brilhante, menos ainda. Quiçá seja essa a resposta para esse grande mistério do "Porquê?". E não me levem a mal se alguma vez fui tão irresponsável que nem tenha dado conta! Não peço oportunidades quando não sei se as mereço, porque "pedinchar" é feio. Se as merecer, elas aparecem, certamente que sim! E não é segredo (haja alguma coisa no meio disto), não é segredo que os dias sejam menos felizes assim. Mas, não me vou queixar e não quero, não é esse o meu intuito por mais estranho que possa parecer.
"Sempre que perderes a cabeça canta para o mundo", mas já não canto há muito. Devo ter perdido esse enorme talento que outrora consegui conter, e o que sai, sai por escrito, mal ou bem. Às vezes, mais mal que bem. E todos sabemos, há coisas que não valem a pena. Hoje, a partir de hoje, canto para o mundo e espero não perder a cabeça muitas vezes, que a minha garganta não anda grande coisa.

Com licença,
Joana Castro 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

e, hoje, é só isso.

Quis falar-te das coisas do mundo, mas não soube por onde começar. Quis explicar todos os meus fracassos, mas perdi-me na imensidão deles. Quis olhar-te nos olhos, mas não aguentei a pressão. Quis cuidar de ti, mas errei demasiadas vezes. Quis esquecer, mas estava demasiado magoada. Quis partir, mas não tive coragem. Quis arriscar, e o teu sorriso fez com que valesse a pena. Quis ganhar vezes sem conta, mas a razão era tua. Quis perder o medo, mas não consegui. Quis desistir, mas tu estavas lá para me revitalizar. Quis encontrar-me em cada pedaço teu, e tu mostraste-me onde eu estava. Quis dizer-te "Eu também!" naquela noite, mas a voz calou, de repente. Quis dar-te tudo, mas só o pouco me saía das mãos. Quis lutar, mas perdi as armas. Quis ficar, e tu deixaste-me uma e outra vez. Quis fugir, mas agarraste o meu braço e apertaste-me contra o peito. Quis ser forte, mas lágrimas correram o meu rosto. Quis dizer sim, mas só o "não" ganhava forma. Quis ser perfeita, mas o tiro saiu-me pela culatra.
Hoje, não quero ser nada. Só "a coisinha mais bonita" da tua vida.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Mas porque raio hei-de evitar se esse teu ar me trouxe, ao sangue, calor?"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lado B!

Esta gente assusta-me um bocado, às vezes! Juro que tenho medo quando pessoas deste tipo passam por mim e,ainda mais, quando se sentam, exactamente, na mesa à minha frente, na esplanada, enquanto me delicio com o meu B! de maracujá.
Sabem quando, só de olhar, vos dá arrepios? É, exactamente, isso. E provoca-me medo. São daquele tipo de pessoas que têm "imprevisível" escrito na testa e tu nunca sabes o que é que podes esperar. Não, não têm, necessariamente, mau aspecto. São só rudes, broncos e, ligeiramente, limitados pelo tipo de conversa que emanam daquele lado. Acontece-me sempre que quase "rezo" para que passem rápido e sigam o seu caminho, mas sempre: pimbaaaa, ficam mesmo aqui enfiados na minha frente! É que se, ao menos, desse para ignorar era mais fácil, mas não, é impossível. Óptimo! Já partiram para outro "spot". Espero que bem longe daqui, porque até o cheiro a suor metia dó e eu juro que não sou do tipo mesquinha, esquisita ou "mete-nojo", sou apenas realista e observadora. Por esses mesmos motivos, vejo-me obrigada a falar nisto. É superior à minha própria vontade.
Nunca quis ser só mais uma, sempre ansiei transcender o comum do mortal, sempre quis que houvesse uma "luz", chamemos-lhe assim, a iluminar-me para estar sempre um bocadinho à frente, para que pudesse calar-me com as minhas coisas e ficar do lado de fora do mundo só a falar dele.
Não tomo tal atitude como egoísta, bem pelo contrário. Até a acho bastante útil para a humanidade, em geral! Quantas vezes não ouvimos que quem está fora de alguma situação é que a entende realmente e não está manipulada por quaisquer acontecimentos ou ligações emocionais, podendo comentá-la livremente e em toda a sua essência?! Quantas vezes não pedimos a opinião de alguém que nada tem que ver com o assunto só para que nos ilumine?! Sinceramente? Eu acredito nisso. Fora dos problemas somos mais realistas e objectivos! É o que eu faço. Mantenho-me no camarote e sou livre no pensamento.
Às vezes, sabe bem  ficar no lado B da vida.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

"(...) E ver passar a vida faz-me tédio (...)", Álvaro de Campos que o diga.

terça-feira, 3 de maio de 2011

ontem: eu, o "fim" do Osama e o "brilho" americano.

Saí de casa às 8h, apanhei o 11C e fui para a faculdade. Assisti às minhas aulas, passei pelo DV (para ver montras, claro, porque não há €) e voltei a apanhar o autocarro de regresso a casa na hora de almoço, desta vez o 24T. Chegando a casa, sentei-me no sofá e fazendo zapping parei no BBC devido ao título da notícia em questão (e que deu durante todo o dia) : "Bin Laden is dead". Ri-me, ri-me como uma perdida, confesso! Comecei a ler o rodapé e só passava essa porcaria. Desde os autores da suposta morte, passando pelas reacções dos mais diversos países e acabando com pequenas informações pessoais sobre o assassinado. Eu desconfiei da sua veracidade. Até que ponto teriam eles morto aquele desgraçado?! Até que ponto não o preferiam vivo?! Eu preferia, por exemplo. Mas continuei a filtrar toda a indagação vinda daquele canal e vi o comunicado feito pelo Obama. Segundo ele " (...) a morte foi consequência de uma acção de inteligência executada no Domingo por um comando especializado da Marinha dos EUA numa fortaleza na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad. Obama disse também que é um bom dia para os Estados Unidos e que o Mundo está mais seguro com a morte de Osama Bin Laden." .

Eu acho ridículo que um homem inteligente e sendo um dos mais importante do mundo pelo cargo que ocupa, ouse proferir semelhante coisa! O Mundo não está nem um bocadinho mais seguro, por diversas razões: caso o dito esteja morto, o que não lhe falta são seguidores para continuar o trabalho; a suposta morte vai despoletar toda uma reacção negativa por parte dos seus apoiantes; o ódio para com os americanos só aumentou e eles já gritam "Morte à América!"; o facto de alguns países como a Alemanha, a Rússia, Itália e até mesmo Portugal terem manifestado o seu agrado e felicitado os EUA pela operação só deu mais alvos a abater aos que matam em nome da sua religião, and so on... Resumindo, alguém que me diga onde é que estamos mais seguros que eu ainda não percebi.


Continuando, disseram que o corpo tinha sido lançado ao mar em nome de uma tradição muçulmana e para que não existissem romarias ao local. Estranho, muito estranho! A foto mostrada como prova da morte desse senhor é falsa, não passa de uma montagem muito mal conseguida. Triste, muito triste! As imagens que nos chegam são as de uma cama e um chão ensanguentados, nada mais. Que pena!

E os americanos?! Esses fizeram uma festa nas ruas, ergueram bandeiras, gritaram, riram e até houve mesmo quem dissesse que não se importava com o dinheiro que o país gastou durante estes anos de caça ao homem. Parecia que o Obama tinha ganho as eleições ou que os EUA tinham sido campeões do mundo! Eu fiquei perplexa e só pensava: "Eles não têm noção, de certeza! Isto só vai causar ainda mais atentados e cenas! Não tarda caem bombas sobre as cabeças deles e vai tudo com o c******!". Percebo o sentimento de "justiça", percebo o "alívio" (que não o é) que isto lhes possa causar e até percebo que a outra senhora tenha dito aquilo do não se importar com o dinheiro gasto nisso vindo dos impostos que ela também pagou. Percebo isso tudo, só não consigo conceber a ideia de que estamos mais seguros, muito menos eles!

Sabem no que é que eu aposto? Aposto que o conseguiram apanhar, sim senhor! Apanharam-no, prenderam-no e agora estão algures a torturá-lo. Só não o dizem porque não querem mostrar ao mundo a sua capacidade de tortura, não nos querem chocar! Sim, porque eles não iam arriscar difundir uma notícia destas se o coitado do homem andasse por aí nas montanhas.

Como também o disse à Suu, devo dizer, por fim, que nutro uma forte admiração por esse senhor do mal. É d'homem conseguir esconder-se durante 10 anos daqueles que se acham os mais espertos do planeta. Dou valor ao facto de ser dotado de umas skills impressionantes, desde o desenvolver perfeito de um atentado até à capacidade de se "tapar".

Mas, sinceramente?! Quero é que se f***! Estou mais preocupada com o estado da minha conta bancária.
(não sou menos consciente nem mais egoísta por isso)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

zero.

Odeio quando tudo se me apresenta como um facto irrefutável. Odeio quando não há nada que possa fazer. Odeio aquele "Tem que ser!" do costume. Odeio acontecimentos de "última hora" que me obrigam a mudar os planos. Odeio ter que me sujeitar a este tipo de coisas. Odeio quando fazer birra não chega. Odeio quando usar argumentos válidos é insuficiente, somente, porque sim.
Sabes o que é que eu odeio mesmo? Não ter as nossas vidas na mão!
(e deixo-as ao sabor do vento.)