domingo, 17 de abril de 2011

imoral.


As palavras, calo-as! Os olhares, desvio-os! O pensamento, permanece! A autenticidade, intacta! A compreensão, perco-a! O desejo, conservo-o! A tentação, mantêm-se! O asco, retenho-o! A facilidade, avassaladora! Os risos, odeio-os! A conversa, repugna-me! As mentes, repulsivas! A satisfação, assusta-me! O tema, supérfluo! A atitude, medonha! O à-vontade, estranho!
E, no meio de tudo isto, assisto de camarote a toda essa contemplação do ridículo. Envergonho-me, só de imaginar qualquer intervenção directa no assunto. Desprezo-o, e congratulo-me a consciência.
Vocês falam e, enquanto isso, eu colecciono estrelas! (como poderia coleccionar outra coisa qualquer) Tudo, menos compilar comentários e interlocução degradante.

3 comentários:

  1. Que forte, Maria!

    Eu sei que sim! E o asco é o mesmo, desta parte agora. Cabrãozico!

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  2. As coisas estranhas que eu tenho, mas atenção, que tu deste!

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  3. confiança e esperança são sempre as ultimas a morrer :D
    obrigada querida, adoro o blog, sigo*

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