terça-feira, 12 de abril de 2011

encher de palavras / representar o pensamento por meio de caracteres

É como voltar ao início: ansiedade. É como se fosse o ar que respiro e a razão que me faz levantar da cama todas as manhãs (como hoje). Como alguém, sentado na mesa ao lado da minha, aqui na esplanada, disse: "É um puzzle, Fernando!" (tirando o nome próprio, claro!).
A vontade de escrever algo com sentido, a vontade de me orgulhar com algo meu que sai de mim. Mais?! Pedir mais seria de uma insanidade mental grave. E menos?! Seria descabido tornando o acto desnecessário. No fundo, é como se a minha vida dependesse deste papel, deste exacto momento, desta minha atitude. Nem são as neuras que me fazem mexer nisto, nem a voraz vontade de alguém ler e dar-lhe valor, é, somente, necessidade pura e dura! Parece faltar-me o ar, o norte se não redigir, com exactidão, o que me vai na alma. E, caso não o queira, posso sempre fingir, posso sempre inventar.
"Escrevo para ser forte." como diz a personagem Fanny do livro que me ocupa os tempos livres ultimamente. De facto, escrevo para ser forte, para aguentar determinadas situações, determinadas alturas em que o mundo se me apresenta sem razão ou solução, para aguentar conversas e crises sem nunca me rebaixar ou redimir por um momento, para aguentar a verdade (por vezes, inconveniente) de não ser perfeita. É este meu lado, é esta a minha arma e a minha vítima que faz de mim esse ser que, por vezes, olham com certa "avidez", que faz de mim aquilo que sou e represento. Eu não sou fria ou insensível, sou só racional e controlada, e só o consegui e consigo pelo força do meu pensar, pela força daquilo que me sai por entre dedos e por estes momentos meus, quando me encontro sozinha, sentada numa esplanada, com o meu caderno no colo a escrever, a ver e a ouvir as pessoas. Se é difícil ser como eu, observadora do mundo, então, observem-me.


24/02/2011
09:46

5 comentários:

  1. pois é as saudades são mesmo horriveis *

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  2. Sabes que mais? Não limpo merda nenhuma! E mais, só vim aqui responder ao teu comentário e já volto para ler o texto!

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  3. A única diferença é que eu não me quero curar! :b

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  4. Observo-te da primeira fila, minha avestruz!

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