sábado, 19 de março de 2011

Sábado? por mim, todos os dias.


É Sábado! Quero os mimos, os beijinhos, os abraços. Quero as gomas, os bolicaos aquecidos, os copos de leite. Quero o sofá, quero os filmes, quero as gargalhadas. Quero o único dia que me deixa ter-te comigo o dia todo, quero não ter de me despedir de ti, quero "usar e abusar" do que é nosso.
Hoje é Sábado, e tu sabes o que isso significa. Hoje é dia de passar o dia contigo. Mas hoje, sendo Sábado, não estás. E já não há mimos, beijinhos ou abraços. Já não há gomas, bolicaos aquecidos ou copos de leite. Já não quero o meu sofá, nem os filmes e não há gargalhadas.
Quero que seja Sábado todos os dias. Um dia, sim, um dia, eu sei que sim!

felicidade era, naquela madrugada, estar viva.

Sem que as palavras tivessem tomado conta da boca, sem que, sequer, tivessem ousado fazê-lo, ouviste-me melhor que ninguém. Ouviste o meu silêncio ensurdecedor e ficaste ali, só a entender o meu respirar ofegante e a limpar as lágrimas dos meus olhos. E aquele momento durou para sempre, as tuas mãos passaram no meu cabelo e no meu rosto eternamente sem que nada nos fizesse mover. Fiquei ali, enterrada nos teus braços, a sentir-me, realmente, tua (como nunca o sentira), no meu desafogo, na minha tentativa de reanimação. Sem nunca falar, sem nunca ouvir uma questão, um comentário da tua parte, sem nunca sentir qualquer tipo de pressão e sem me mexer, tu ficaste até ao fim. Tu ficaste até que as lágrimas secassem e o soluçar tivesse terminado! Ergui os olhos e tu continuavas a olhar-me, como que a decifrar cada gesto meu, continuavas ali como sempre estiveste. E eu? Eu não fugi com vergonha, não tive medo de admitir a fraqueza daquele momento, e abracei-te como se abraça o tempo, com toda a minha força. Os meus olhos brilharam, senti-o pelo teu olhar enternecedor e sem jeito. Sem que aquela paz fosse constrangedora, apenas verbalizaste: "Vou ficar contigo para sempre!". Nada era mais importante do que isto, nada me fazia mais feliz. Porque a dor, essa, já não dói. Mas os olhos, esses, ainda brilham.