segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Não dói. Não magoa. Não desgasta. Não maltrata. Não trilha a alma. Não mói o espírito.
É só falta, sentir falta. Melhor, sentir uma tremenda falta.
É só aquele vazio, só aquele recôndito e discreto espaço despojado de uma força maior que vem sempre daí (boa ou má).
E não faz doer. Não se sofre. Não se chora. Nem, sequer, limita! Não estilhaça. Não prende qualquer movimento.
É, apenas e só, falta, sentir falta. Melhor, sentir uma tremenda falta tua.
Mas não dói, nem um bocadinho. Chega a ser confortável, e arriscaria dizer engraçado, até. Aquela pequenina e estranha sensação que sinto no anelar da mão direita sempre que sinto a tua falta (mas tu não sabes da existência dessa proeza.Um dia conto-te..).
Porque, afinal, é só falta, sentir falta. E por muito estranho que possa parecer não é complicado nem mata, é somente, falta.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Não sei se canto ou se rezo, como diz essa senhora.
(assim sendo, vou comer bolachas.)

sábado, 1 de outubro de 2011

¨

Ela sabia. Tinha todos os pensamentos de uma falhada naquela área, tinha todas as sensações, tinha todas aquelas certezas disfarçadas, e até medo de escrever sobre isso tinha, tal era a fobia de se descobrir. Mas, e daí? Mesmo quieta e mesmo calada, ela sabia, e isso bastava para lhe tirar o pouco sono que ainda tinha naquelas noites que passava sozinha.
De qualquer forma, sentia falta. Sentia falta do corpo que se moldava ao dela, quando se deitava; sentia falta do aconchego, do mimo e das palavras bonitas; sentia falta das noites de paixão, passadas em claro, entre suores e palavras mais ofegantes, entre gestos e actos mais tresloucados. E mesmo sabendo, o coração ficava pequenino a cada partida. Sentia tudo e duvidava de tudo isso! Já não sabia se queria, se sentia e se amava. Já não sabia se as coisas se faziam valer. Afinal, ela não sabia. A meio do dia, já se tinha perdido entre as incertezas que existiam na sua cabeça!
Ela não sabia. Dizia sim, dizia amá-lo e chorava todas as vezes que o corpo e a alma esgotavam a força que tinham para suportar a ausência. Dizia querer, dizia que era para sempre e os olhos brilhavam todas as vezes que ele lhe falava daquele jeito e lhe dizia todas aquelas coisas. Quer dizer, então, que sim? Que sabia? Que não sabia? Quer dizer o quê? Se calhar, quer dizer que é amor, amor a sério, daquele que noz faz perder o norte.
No fundo e agora, ela sabe. Tem todos os pensamentos de uma sortuda naquela área, tem todas as sensações, tem todas aquelas incertezas arrumadas, e nem medo de escrever sobre isso tem, tal é o à-vontade. E daí? Mesmo quieta e calada, ela sabe,e isso basta para trazer a paz às suas noites, àquelas noites que passa sozinha. Sente falta. O coração fica pequenino. Sente tudo e não duvida de nada. Já sabe que vale a pena.
Afinal, ela sabe.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Draw the line"

É engraçado como eu já não consigo achar graça! Por muito que não seja uma falta de respeito para comigo, aliás em nada o é nem nunca foi (é só ausência de respeito por elas mesmas), sinto-o como tal, sinto-o como uma afronta à minha essência. Em parte é, é uma afronta à ideia que tenho das pessoas! E, embora essa ideia se tenha mantido quase sempre a mesma e não tenha sofrido alterações de grande porte ao longo do tempo, ao longo de todo este tempo, é sempre uma injúria ouvir certas e determinadas coisas de tais bocas. Não achei graça, já não acho graça (isto, se alguma vez ousei achar algo semelhante). O que me deixa desconfortável é a normalidade com que se encara aquilo! Fico parva com o à-vontade! E é aí, exactamente aí, que me conservo no meu canto só a observar toda a exaltação naquela "repugnância" que se gera à minha volta. Chamem-lhe "bolha", chamem-lhe "meu mundinho" ou chamem-me "anti-social", c'est la même chose, não me causa qualquer incómodo ou desconsolo, muito menos o tomo como insultuoso. Porque a única coisa que poderia levar como tal, era a minha participação nessa "exaltação" da "repugnância que se gera à minha volta".

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como diz o outro: "Meu amigo! Foi o que foi."

Eu não queria ser obrigada a isto, não era o que tinha em mente. No entanto, vejo-me forçada a semelhante atitude e duvido, duvido que se fosse exposta alguém a aceitaria como válida, duvido mesmo. Mas e depois? Para mim é mais do que óbvia e, perfeitamente, compreensível. E logo hoje, logo hoje que devia ser dia de festa (supostamente). Aniversários nunca me fascinaram, e o meu não é excepção. De uma forma ou de outra, são dias, absolutamente, normais. Agradeço o facto de não me terem enchido a caixa de mensagens como acontecia há uns tempos! Se calhar, perdi “amigos” / “conhecidos” / “admiradores” … Who cares? Não tenho pena, não ligo a quem se lembra ou não, não faço contas. Sinceramente, e não é conversa de miúda que pretende revelar-se como rebelde, não tenho qualquer interesse nisso. Aliás, limito-me a um “Obrigada” a quem, ainda, o faz. (embora pense que os ditos “Parabéns” não deviam ser dirigidos a mim, mas sim à Senhora minha Mãe que teve a “amabilidade” [para alguns] e o “descaramento” [para outros], de dar à luz este ser.) Enquanto isso, mantenho-me e vou envelhecendo como as pessoas!
Quanto à atitude, "Meu amigo! Foi o que foi.", o que tem que ser tem muita força. E lamento, mas a culpa não é minha! É algo que me transcende e eu só faço o que se faz sentir, educadamente, como sempre.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"All about lovin' you"

Não havia muito mais a querer, naquela noite. As estrelas brilhavam no céu, a Lua cheia e grande iluminava os rostos, as mãos entrelaçadas,  nos olhos o brilho e o silêncio era ensurdecedor. Seria arrogância pedir mais do que isto, se é que havia mais!  Os passos firmes e serenos, convictos e leves, levavam cada memória e as bocas caladas e sorridentes, guardavam o que de melhor teriam. E aquele momento durou para sempre. Hoje, ao fechar os olhos, o corpo arrepia e o pensamento voa e paira naquele mesmo instante. Que importância teria, agora, a distância? Nenhuma! Não depois de tudo, não depois de tudo aquilo que unia os dois corpos, as duas almas, os dois corações. Hoje, longe, as estrelas, ainda, brilham e a mesma Lua, ainda, ilumina o rosto.  Mesmo que os olhos não se vejam nos outros, mesmo que as mãos não se possam tocar, mesmo que os passos tomem caminhos diferentes, está intacto. Fica o que foi, permanece a lembrança e resta a saudade!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Português (a sério)

É a tua forma de falar, Filipa! Se falasses como as pessoas normais, se calhar, não tinhas quaisquer problemas em fazer-te entender. Mas não, curtes é de frases do género: "Pois, e estou a falar para o éter." em vez daquele simples e usado: "Pois,e estou a falar para o boneco!", não é? É! Então não te admires quando se viram para ti e te dizem: "É aquela tua forma de falar, com aquelas palavras caras.", popularmente falando porque, graças a Deus, não se compram palavras, ainda, e ainda bem porque a esta hora estava mais pobre do que estou.
Na verdade, já me tinham dito isso (sim, no primeiro parágrafo sou eu a dirigir-me a mim, faço-o constantemente, para ser sincera.) mas não liguei, achei sempre que era descabido. Até que hoje, volto a ouvir o mesmo discurso e ousei pedir que me explicasse com exemplos concretos, só para me certificar. O resultado? Raios! Vi-me obrigada a declarar como facto essa opinião mundana e geral que esta gente possui acerca de mim. E mais, vi-me confrontada com exemplos dos quais não me lembro nem fazia ideia que seria capaz, um dia, de os dizer. Eu expliquei-me: "Eu explico-te Francisca, as frases que as pessoas usam no dia-a-dia perdem a piada e são vulgarizadas.", e é verdade. Eu tento só dar outro ar à cena! Acho hilariante o que o meu inconsciente faz sozinho, acho assustador que o meu cérebro assimile e tome, ele próprio, o controlo das minhas palavras sem, sequer, me dar conhecimento. Uma palavra: medo! 
Agora percebo, agora faz-se luz nesta escuridão em que o meu raciocínio se encontrava, agora faz sentido! Por isso é que me questionam sobre o significado de um ou outro vocábulo, de vez em quando. E eu que sempre culpei a capacidade débil de quem o faz ou então, meramente, a falta de interesse na Língua Portuguesa. E com isto, eu deixo um conselho: Interessem-se; Leiam (até o dicionário, se quiserem. Eu faço-o às vezes. Weird --' ); Escrevam; Saibam utilizá-la (a Língua Portuguesa) correctamente (porque devo dizer, às vezes, assusto-me quando vou Blog fora e apanho erros em palavras básicas que tiram todo o brilho ao que está escrito e pretende ser transmitido. E é uma pena!); Achem-se à vontade com ela, dominem-na e naveguem nos imensos termos que possui. E vão ver, falar e escrever português (a sério) é a melhor coisa do mundo! (eu tento sempre, é a minha política e luta.)


(Aposto que vai chegar aqui alguém, vai ler isto e dizer: "Esta gaja tem a mania que é esperta e toda intelectual!", mas é que aposto mesmo. Para que esse tipo de situações seja, devidamente, esclarecido: é mentira. Não me acho nada disso, nunca achei, só desabafei uma realidade minha que me fizeram ver. Eu não sou uma pseudo-sábia ou pseudo-intelectual, de todo. Só gosto de escrever e falar bom português. E sim, se tiver que me espetar contra um erro ortográfico ou de dicção gosto que mo digam. Acho de bom tom, na verdade.Porque, afinal, temos que ser uns para os outros. ) Ah, e apologistas do Novo Acordo Ortográfico, lamento, mas não me identifico e tenho-o como deplorável, por isso mesmo, o meu português é o antigo e anterior a essa nova configuração das palavras.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tenho dito.

E, hoje, disseram-me, na maior das latas: "Não sei como é que tu não tens uma depressão!". Fiquei atónita e questionei: "Serei eu assim tão triste, Meu Deus? Não tenho razões para viver, é?". Raça da miúda chega aqui, obriga-me a ir ao portão, diz-me umas tretas e remata a conversa com isto! Ai e tal, para remendar a situação ainda me diz: "É que eu se puser uma pessoa normal ao teu lado, não tem nada a ver!". Pior foi a emenda que o soneto! Como se não bastasse ainda me chama anormal assim, descontraída, como se nada fosse. Raios partam! Correcto e afirmativo. Crucifiquem a besta (ou seja, eu)! Crucifiquem o animal que ele não é deste mundo! Já uma gaja não pode ter a mania que é engraçada, dizer umas piadas (tristes na maior parte das vezes), ser irónica (o que não agrada a muito boa gente e até já me disseram que não me fica assim tão bem. Who cares? --' ), parvalhona, metida a besta (se calhar, literalmente!), com a mania que é inteligente e que sabe sempre do que fala, cheia de explicações para tudo (até para o que, aparentemente, não tem), teorias abomináveis e repletas de arestas bicudas... Quê? É crime? É fora do comum mortal? Se calhar, não. Então, parem um bocadinho, que aqui a insciente não é nada de especial nem digna de ser colocada a um nível superior àquele que, se calhar, é o merecido e, mais, tem tantas razões para ser deprimida como o Real Zaragoza para dar 8,6 milhões de euros pelo Roberto! (agora? Como dizia um Ex Primeiro Ministro inútil: "Façam as contas!")


(Já agora, ATENÇÃO: Isto não é de quem ficou magoado/triste/afectado com o acontecimento. Bem pelo contrário, achei um piadão àquele : "Não sei como é que tu não tens uma depressão!", só porque nunca tinha visto a cena dessa forma! Na volta, tenho todas as razões do mundo e não sei. Não interessa, "façam as contas!" vocês. Eu lavo as minhas mãos.)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Amor de Perdição"

Simão Botelho:
"Considero-te perdida, Teresa. O sol de amanhã pode ser que eu não o veja. Tudo, em volta de mim, tem uma cor de morte. Parece que o frio da minha sepultura me está passando o sangue e os ossos.
Não posso ser o que tu querias que eu fosse. A minha paixão não se conforma com a desgraça. Eras a minha vida: tinha a certeza de que as contrariedades me não privavam de ti. Só o receio de perder-te me mata. O que me resta do passado é a coragem de ir buscar uma morte digna de mim e de ti. Se tens força para uma agonia lenta, eu não posso com ela.
Poderia viver com a paixão infeliz; mas este rancor sem vingança é um inferno. Não hei-de dar barata a vida, não. Ficarás sem mim, Teresa; mas não haverá aí um infame que te persiga depois da minha morte. Tenho ciúmes de todas as tuas horas. Hás-de pensar com muita saudade no teu esposo do céu, e nunca tirarás de mim os olhos da tua alma para veres ao pé de ti o miserável que nos matou a realidade de tantas esperanças formosas.
Tu verás esta carta quando eu já estiver num outro mundo, esperando as orações das tuas lágrimas. As orações! Admiro-me desta faísca de fé que me alumia nas minhas trevas!...Tu deras-me com o amor a religião, Teresa. Ainda creio; não se apaga a luz que é tua; mas a Providência Divina desamparou-me.
Lembra-te de mim. Vive para explicares ao mundo, com a tua lealdade a uma sombra, a razão por que me atraíste a um abismo. Escutarás com glória a voz do mundo, dizendo que eras digna de mim. (...)"

sábado, 30 de julho de 2011

MEDO!

Há coisas mesmo tristes. Quase tão tristes quanto a música da Beyoncé "Who run the world? (Girls)".

( duvido da existência de algo ainda mais triste do que isso --' )

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ai Cristo!

A incompetência irrita-me. Tanto que o próprio Pinto da Costa me parece menos anormal e mais suportável ao pé dessa senhora.

(só para terem uma noção.)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

fogo posto

Sinto frio. Sinto calor. Sinto vontade. Sinto falta. Sinto cansaço. Sinto necessidade. Sinto-me mal. Sinto o chão a fugir-me dos pés. Sinto o cheiro a nada. Sinto as lágrimas que enchem os meus olhos. Sinto a loucura. Sinto o lenço molhado, ao meu lado. Sinto a música que invade os meus ouvidos. Sinto-me longe. Sinto-me perto (mas de quê?). Sinto-me burra. Sinto-me limitada. Sinto-me engolida pelo mundo. Sinto o estômago embrulhado. Sinto as batidas. Sinto o pulsar das coisas. Sinto o inconsciente. E no meio disto tudo perdi-me, já não sei o que sinto! Só sei que sinto. Hoje, sinto com todos os sentidos. Sinto com o olhar, com as mãos, com o nariz, com os ouvidos, com a boca...Hoje sinto tudo e nada. Quase vazia, quase cheia! Hoje queria deitar-me e só acordar daqui a muito, muito tempo. Possivelmente, o desaparecimento não seria sentido, não da mesma forma como eu sinto tudo, hoje. E para quê? Para nada. Quero só dormir e deixar de sentir, pelo menos, enquanto durmo, nada me preocupa, nada se revela superior e nada me faz sentir assim, como se fosse um nada. Quero o corpo adormecido e esquecido no canto da cama, quero o sono que não vem para me embalar e fazer com que esqueça tudo. Mas eu espero e enquanto isso, sinto.

(E o Ricky Martin é uma óptima companhia! Experimentem sacar a discografia toda!)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

oh yeah

Adoro ser princesa!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

I'm back.

Voltei. E voltei por uma razão muito simples: necessidade de escrever. Eu podia, podia escrever só para mim, mas onde é que está a piada nisso? Não está, exactamente. Posso querer somente atenção, posso até parecer ridícula e posso mesmo não ter nada de jeito para dizer. É só a minha vontade de chegar a alguém com as minhas palavras, com as coisas que eu sinto e com as coisas que faço. Não sei se ajuda alguém, possivelmente não, não sei se me dão crédito, sequer, e acredito que não o façam... Mas nem por isso paro! Eu não peço nada, não peço atenção e não peço que me entendam; peço só que tenham cuidado com as palavras e apreciem o significado de cada uma delas, são sempre escritas e sentidas da mesma forma intensa e segura.
Hoje, volto por uma razão especial. Volto porque há coisas que me deixam incrédula, estupefacta e com as emoções à flor da pele. Há coisas ridículas, não há?! E nós achamos que não, que nunca nada acontece, que as pessoas são aquilo que sempre achamos que fossem (e são mesmo, só que são-no de uma maneira mais profunda e infantil, ainda).
Eu lamento que, às vezes, tenha que lamentar certo tipo de situações (por vezes inopinadas) e conversinhas da treta. Lamento que, às vezes, mesmo sabendo o que a casa gasta, tenha que lamentar não ter visto que a despensa estava quase vazia (metaforicamente falando). Lamento, até, que tenha que lamentar aquilo a que assisto (e de camarote). Só que há coisas que não valem a pena, e tanto lamento para que? Alguém ouviu? Alguém se digna a ter consciência? Eu não vi, desculpem. Acho de um mau gosto tremendo e de um baixo nível estrondoso.
O que me descansa? A perspicácia e a rapidez com que atinjo as coisas. A eficácia dos meus actos e a força do que digo e escrevo. O que me revolta? A inconsciência crónica de quem actua e as palavras secas como se nada fosse grave, como se nada fosse importante.
Mas eu tenho uma palavra para isto: Deplorável. Não faz jus à dimensão, de facto. Mas foi o mais aproximado que arranjei porque, apesar do vocabulário português ser dos mais extensos do mundo, nem sempre se encontram as palavras certas para descrever alguma coisa. Eu tentei, ao menos.
Agora? Agora vou estudar mais um bocadinho que tenho exame de Sociologia da Comunicação amanhã.
Com a vossa licença.
Beijinhos

terça-feira, 5 de julho de 2011

ponto final.

Em verdade vos digo que aqui o cenas, fechou. E não foi para obras, foi para sempre. 
Com toda a certeza que foi um prazer, mentia se dissesse o contrário. Muito obrigada. Um beijinho.
E continuação de boa escrita!

domingo, 3 de julho de 2011

Por isso mesmo, obrigada.

Lembro-me da facilidade. Lembro-me do bem-estar. E lembro-me que o mundo me nascia dos dedos. Não me esqueço da forma como o Sol me aquecia o corpo. Não me esqueço das palavras proferidas naquele tom mínimo. E não me esqueço do cheiro a liberdade.
Caminhei, caminhei sem que desse conta da distância a percorrer, da mesma forma que não calculei o absurdo da minha ingenuidade ao dirigir-me ao desconhecido. E eu não sei se teria razão. As tuas palavras foram entrando e sendo depositadas em camadas, aos poucos. O meu cérebro armazenou toda a informação da tua sabedoria tão eficaz e natural, sem reclamar com o meu consciente e sem se pronunciar quanto à origem de tais vocábulos.
Lembro-me da satisfação. Lembro-me do brilho desse olhar. E lembro-me de me esquecer da realidade. Não me esqueço da entrega. Não me esqueço da leve brisa que me acariciava o rosto. E não me esqueço que me tinhas dito que ia ser assim.
Mantive-me, mantive a postura e segui em frente. A dada altura, deixei que o teu comando caísse e apoderei-me de mim baseada na tua certeza de que o certo estaria a ser feito. E escrevi. Tão delicadamente e deliciada, como se os próprios pensamentos mais profundos do mundo se apoderassem da minha mão.
Mas era só eu, nada mais. Só eu a escrever naquele papel. Apenas um pequenino ser coberto de ideais e vontade. Os pensamentos, esses, não tão profundos quanto os dos filósofos, mas a alma, essa, tão pura como a de qualquer criança daquela idade.

terça-feira, 21 de junho de 2011

.

Falar demasiado, dói. Mas ouvir demasiado, dói ainda mais.
É certo e sabido que as palavras também magoam, às vezes, mais que as próprias acções. Às vezes, mais vale levar uma bofetada na hora, mais vale sofrer uma coacção física fortíssima e esperar aprender com o erro. Eu preferia, aliás, eu prefiro a dor material. Ao menos, essa demora mas passa. Já a psicológica fica e dói, vai doendo por tempo indeterminado, vai doendo até nos consumir por inteiro e nos levar a um estado de enfraquecimento total. Seja eu fraca, então!

(e eu, se calhar, tenho-me em demasiada boa conta.)
(e há coisas que não consigo conceber, simplesmente)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Se calhar não é culpa do tempo, nem da vida, nem do céu, nem do chão. Se calhar não é culpa do vento, nem do mar, nem da chuva, nem do sol. Se calhar não é culpa do Governo, nem da crise, nem das promessas, nem das campanhas. Se calhar não é culpa da caneta, nem do papel, nem dos olhares, nem da vontade. Se calhar não é culpa do telemóvel, nem da Vodafone, nem do dinheiro, nem das horas. Se calhar não é culpa das palavras, nem das fantasias, nem do trabalho, nem do choro. Se calhar não é culpa das pessoas, nem da música, nem da cerveja, nem da alegria. Se calhar não é culpa minha, nem tua, nem de ninguém.
Se calhar, nem há culpa. Ela, às vezes, morre solteira, se calhar!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ponto final.

Vou desistir daquilo que, se calhar, não me orgulha como há muito o devia ter feito. Só nunca quis que fosse assim, na verdade!
Eu falo, eu aconteço, eu dramatizo, eu tudo... Possivelmente, sou só uma inconsciente, arrisco-me a dizê-lo. Muito possivelmente, lanço-me às feras sem ter a noção do perigo. E talvez, talvez precise de crescer. Talvez precise de aprender que nem sempre aquilo a que não dou valor também não o tem para outros. Mas, e depois? Sou bem capaz de ter caído nos mesmos erros mais do que uma vez. Não sou muito esperta e brilhante, menos ainda. Quiçá seja essa a resposta para esse grande mistério do "Porquê?". E não me levem a mal se alguma vez fui tão irresponsável que nem tenha dado conta! Não peço oportunidades quando não sei se as mereço, porque "pedinchar" é feio. Se as merecer, elas aparecem, certamente que sim! E não é segredo (haja alguma coisa no meio disto), não é segredo que os dias sejam menos felizes assim. Mas, não me vou queixar e não quero, não é esse o meu intuito por mais estranho que possa parecer.
"Sempre que perderes a cabeça canta para o mundo", mas já não canto há muito. Devo ter perdido esse enorme talento que outrora consegui conter, e o que sai, sai por escrito, mal ou bem. Às vezes, mais mal que bem. E todos sabemos, há coisas que não valem a pena. Hoje, a partir de hoje, canto para o mundo e espero não perder a cabeça muitas vezes, que a minha garganta não anda grande coisa.

Com licença,
Joana Castro 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

e, hoje, é só isso.

Quis falar-te das coisas do mundo, mas não soube por onde começar. Quis explicar todos os meus fracassos, mas perdi-me na imensidão deles. Quis olhar-te nos olhos, mas não aguentei a pressão. Quis cuidar de ti, mas errei demasiadas vezes. Quis esquecer, mas estava demasiado magoada. Quis partir, mas não tive coragem. Quis arriscar, e o teu sorriso fez com que valesse a pena. Quis ganhar vezes sem conta, mas a razão era tua. Quis perder o medo, mas não consegui. Quis desistir, mas tu estavas lá para me revitalizar. Quis encontrar-me em cada pedaço teu, e tu mostraste-me onde eu estava. Quis dizer-te "Eu também!" naquela noite, mas a voz calou, de repente. Quis dar-te tudo, mas só o pouco me saía das mãos. Quis lutar, mas perdi as armas. Quis ficar, e tu deixaste-me uma e outra vez. Quis fugir, mas agarraste o meu braço e apertaste-me contra o peito. Quis ser forte, mas lágrimas correram o meu rosto. Quis dizer sim, mas só o "não" ganhava forma. Quis ser perfeita, mas o tiro saiu-me pela culatra.
Hoje, não quero ser nada. Só "a coisinha mais bonita" da tua vida.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Mas porque raio hei-de evitar se esse teu ar me trouxe, ao sangue, calor?"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lado B!

Esta gente assusta-me um bocado, às vezes! Juro que tenho medo quando pessoas deste tipo passam por mim e,ainda mais, quando se sentam, exactamente, na mesa à minha frente, na esplanada, enquanto me delicio com o meu B! de maracujá.
Sabem quando, só de olhar, vos dá arrepios? É, exactamente, isso. E provoca-me medo. São daquele tipo de pessoas que têm "imprevisível" escrito na testa e tu nunca sabes o que é que podes esperar. Não, não têm, necessariamente, mau aspecto. São só rudes, broncos e, ligeiramente, limitados pelo tipo de conversa que emanam daquele lado. Acontece-me sempre que quase "rezo" para que passem rápido e sigam o seu caminho, mas sempre: pimbaaaa, ficam mesmo aqui enfiados na minha frente! É que se, ao menos, desse para ignorar era mais fácil, mas não, é impossível. Óptimo! Já partiram para outro "spot". Espero que bem longe daqui, porque até o cheiro a suor metia dó e eu juro que não sou do tipo mesquinha, esquisita ou "mete-nojo", sou apenas realista e observadora. Por esses mesmos motivos, vejo-me obrigada a falar nisto. É superior à minha própria vontade.
Nunca quis ser só mais uma, sempre ansiei transcender o comum do mortal, sempre quis que houvesse uma "luz", chamemos-lhe assim, a iluminar-me para estar sempre um bocadinho à frente, para que pudesse calar-me com as minhas coisas e ficar do lado de fora do mundo só a falar dele.
Não tomo tal atitude como egoísta, bem pelo contrário. Até a acho bastante útil para a humanidade, em geral! Quantas vezes não ouvimos que quem está fora de alguma situação é que a entende realmente e não está manipulada por quaisquer acontecimentos ou ligações emocionais, podendo comentá-la livremente e em toda a sua essência?! Quantas vezes não pedimos a opinião de alguém que nada tem que ver com o assunto só para que nos ilumine?! Sinceramente? Eu acredito nisso. Fora dos problemas somos mais realistas e objectivos! É o que eu faço. Mantenho-me no camarote e sou livre no pensamento.
Às vezes, sabe bem  ficar no lado B da vida.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

"(...) E ver passar a vida faz-me tédio (...)", Álvaro de Campos que o diga.

terça-feira, 3 de maio de 2011

ontem: eu, o "fim" do Osama e o "brilho" americano.

Saí de casa às 8h, apanhei o 11C e fui para a faculdade. Assisti às minhas aulas, passei pelo DV (para ver montras, claro, porque não há €) e voltei a apanhar o autocarro de regresso a casa na hora de almoço, desta vez o 24T. Chegando a casa, sentei-me no sofá e fazendo zapping parei no BBC devido ao título da notícia em questão (e que deu durante todo o dia) : "Bin Laden is dead". Ri-me, ri-me como uma perdida, confesso! Comecei a ler o rodapé e só passava essa porcaria. Desde os autores da suposta morte, passando pelas reacções dos mais diversos países e acabando com pequenas informações pessoais sobre o assassinado. Eu desconfiei da sua veracidade. Até que ponto teriam eles morto aquele desgraçado?! Até que ponto não o preferiam vivo?! Eu preferia, por exemplo. Mas continuei a filtrar toda a indagação vinda daquele canal e vi o comunicado feito pelo Obama. Segundo ele " (...) a morte foi consequência de uma acção de inteligência executada no Domingo por um comando especializado da Marinha dos EUA numa fortaleza na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad. Obama disse também que é um bom dia para os Estados Unidos e que o Mundo está mais seguro com a morte de Osama Bin Laden." .

Eu acho ridículo que um homem inteligente e sendo um dos mais importante do mundo pelo cargo que ocupa, ouse proferir semelhante coisa! O Mundo não está nem um bocadinho mais seguro, por diversas razões: caso o dito esteja morto, o que não lhe falta são seguidores para continuar o trabalho; a suposta morte vai despoletar toda uma reacção negativa por parte dos seus apoiantes; o ódio para com os americanos só aumentou e eles já gritam "Morte à América!"; o facto de alguns países como a Alemanha, a Rússia, Itália e até mesmo Portugal terem manifestado o seu agrado e felicitado os EUA pela operação só deu mais alvos a abater aos que matam em nome da sua religião, and so on... Resumindo, alguém que me diga onde é que estamos mais seguros que eu ainda não percebi.


Continuando, disseram que o corpo tinha sido lançado ao mar em nome de uma tradição muçulmana e para que não existissem romarias ao local. Estranho, muito estranho! A foto mostrada como prova da morte desse senhor é falsa, não passa de uma montagem muito mal conseguida. Triste, muito triste! As imagens que nos chegam são as de uma cama e um chão ensanguentados, nada mais. Que pena!

E os americanos?! Esses fizeram uma festa nas ruas, ergueram bandeiras, gritaram, riram e até houve mesmo quem dissesse que não se importava com o dinheiro que o país gastou durante estes anos de caça ao homem. Parecia que o Obama tinha ganho as eleições ou que os EUA tinham sido campeões do mundo! Eu fiquei perplexa e só pensava: "Eles não têm noção, de certeza! Isto só vai causar ainda mais atentados e cenas! Não tarda caem bombas sobre as cabeças deles e vai tudo com o c******!". Percebo o sentimento de "justiça", percebo o "alívio" (que não o é) que isto lhes possa causar e até percebo que a outra senhora tenha dito aquilo do não se importar com o dinheiro gasto nisso vindo dos impostos que ela também pagou. Percebo isso tudo, só não consigo conceber a ideia de que estamos mais seguros, muito menos eles!

Sabem no que é que eu aposto? Aposto que o conseguiram apanhar, sim senhor! Apanharam-no, prenderam-no e agora estão algures a torturá-lo. Só não o dizem porque não querem mostrar ao mundo a sua capacidade de tortura, não nos querem chocar! Sim, porque eles não iam arriscar difundir uma notícia destas se o coitado do homem andasse por aí nas montanhas.

Como também o disse à Suu, devo dizer, por fim, que nutro uma forte admiração por esse senhor do mal. É d'homem conseguir esconder-se durante 10 anos daqueles que se acham os mais espertos do planeta. Dou valor ao facto de ser dotado de umas skills impressionantes, desde o desenvolver perfeito de um atentado até à capacidade de se "tapar".

Mas, sinceramente?! Quero é que se f***! Estou mais preocupada com o estado da minha conta bancária.
(não sou menos consciente nem mais egoísta por isso)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

zero.

Odeio quando tudo se me apresenta como um facto irrefutável. Odeio quando não há nada que possa fazer. Odeio aquele "Tem que ser!" do costume. Odeio acontecimentos de "última hora" que me obrigam a mudar os planos. Odeio ter que me sujeitar a este tipo de coisas. Odeio quando fazer birra não chega. Odeio quando usar argumentos válidos é insuficiente, somente, porque sim.
Sabes o que é que eu odeio mesmo? Não ter as nossas vidas na mão!
(e deixo-as ao sabor do vento.)

terça-feira, 19 de abril de 2011

primeira pessoa do plural

As palavras nem sempre disseram aquilo que eu queria que tivessem dito. Às vezes, não fizeram jus ao que, realmente, sentia. Outras vezes, mostraram mais do que era suposto. Mas são, apenas e só, palavras! Sabes, tantas vezes quis dizer "Sim!" e o único vocábulo que ousava manifestar-se era "Não!". Tantas vezes quis mostrar-me indignada e verbalizar um "Não!" redondo, mas somente sorri e disse que "Sim!".
Tu! Tu fazes com que eu perca a noção das coisas. Fazes com que o significado que lhes dei toda a vida mude, num ápice. Fazes com que o meu sentido e direcção que sempre tiveram um objectivo e uma rota, se percam e se confundam. E foste tu. Foste tu quem me deu um novo rumo. Quem me fez ver que, se calhar, nem tudo é preto no branco. Foste tu que me fizeste ver o mundo através dos teus olhos.
Eu! Eu sinto-me outra, por mais vaga e batida que seja a expressão, sinto mesmo. Cresci ao aprender a não pensar no singular; cresci ao tomar a tua dor, vezes sem conta; ao errar contigo e a levar na cabeça; ao ser magoada; cresci enquanto os teus olhos foram brilhando cada vez mais; cresci ao saber que sou a coisa mais importante da tua vida; cresci quando me disseste aquilo, ao ouvido, enquanto olhava o mar; cresci quando percebi que tenho alguém comigo, alguém que precisa de mim, como nunca ninguém precisou; alguém que depende do meu bem estar; alguém que está lá para me limpar as lágrimas e para me dizer, do nada, o quanto gosta de mim; alguém que fica a olhar para mim, embevecido; a dizer-me as coisas mais parvas e bonitas que alguma vez ouvi.
Cresci quando aprendi a amar. E, hoje, agradeço-te por isso.

domingo, 17 de abril de 2011

Sophie diz-me, enquanto me tenta convencer a deixá-la pentear-me o cabelo:
- És a coisa mais bonita da minha vida e eu adoro-te!
Maria Joana (...) morte cerebral (...) *.*
(depois disto, até a deixava rapar)

imoral.


As palavras, calo-as! Os olhares, desvio-os! O pensamento, permanece! A autenticidade, intacta! A compreensão, perco-a! O desejo, conservo-o! A tentação, mantêm-se! O asco, retenho-o! A facilidade, avassaladora! Os risos, odeio-os! A conversa, repugna-me! As mentes, repulsivas! A satisfação, assusta-me! O tema, supérfluo! A atitude, medonha! O à-vontade, estranho!
E, no meio de tudo isto, assisto de camarote a toda essa contemplação do ridículo. Envergonho-me, só de imaginar qualquer intervenção directa no assunto. Desprezo-o, e congratulo-me a consciência.
Vocês falam e, enquanto isso, eu colecciono estrelas! (como poderia coleccionar outra coisa qualquer) Tudo, menos compilar comentários e interlocução degradante.

terça-feira, 12 de abril de 2011

encher de palavras / representar o pensamento por meio de caracteres

É como voltar ao início: ansiedade. É como se fosse o ar que respiro e a razão que me faz levantar da cama todas as manhãs (como hoje). Como alguém, sentado na mesa ao lado da minha, aqui na esplanada, disse: "É um puzzle, Fernando!" (tirando o nome próprio, claro!).
A vontade de escrever algo com sentido, a vontade de me orgulhar com algo meu que sai de mim. Mais?! Pedir mais seria de uma insanidade mental grave. E menos?! Seria descabido tornando o acto desnecessário. No fundo, é como se a minha vida dependesse deste papel, deste exacto momento, desta minha atitude. Nem são as neuras que me fazem mexer nisto, nem a voraz vontade de alguém ler e dar-lhe valor, é, somente, necessidade pura e dura! Parece faltar-me o ar, o norte se não redigir, com exactidão, o que me vai na alma. E, caso não o queira, posso sempre fingir, posso sempre inventar.
"Escrevo para ser forte." como diz a personagem Fanny do livro que me ocupa os tempos livres ultimamente. De facto, escrevo para ser forte, para aguentar determinadas situações, determinadas alturas em que o mundo se me apresenta sem razão ou solução, para aguentar conversas e crises sem nunca me rebaixar ou redimir por um momento, para aguentar a verdade (por vezes, inconveniente) de não ser perfeita. É este meu lado, é esta a minha arma e a minha vítima que faz de mim esse ser que, por vezes, olham com certa "avidez", que faz de mim aquilo que sou e represento. Eu não sou fria ou insensível, sou só racional e controlada, e só o consegui e consigo pelo força do meu pensar, pela força daquilo que me sai por entre dedos e por estes momentos meus, quando me encontro sozinha, sentada numa esplanada, com o meu caderno no colo a escrever, a ver e a ouvir as pessoas. Se é difícil ser como eu, observadora do mundo, então, observem-me.


24/02/2011
09:46

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Patologias

Sinceramente? Não vou fazer disto um blog de cariz "romântico". Quase caía no erro, agora, de escrever "emocional". Um tremendo erro porque "emocional" nunca teve como denominação somente algo relacionado com amor, romance...fala-nos de emoções, de sentimentos que podem ser óptimos e benéficos como podem ser de índole macabra e sofrível, medíocre e doentia! É bom que se saiba, e não vou estar com meias verdades, que esta última qualificação é a que mais se verifica na minha humilde existência. Para que conste, sofro de um desvio em relação ao que é considerado normal. Se este facto constitui doença? Pois, não sei. Mas se o for, bem....se o for a Medicina tem aqui uma patologia gigantesca e muito interessante para estudar! A verdade é que, lendo o que possuo aqui para baixo, pareço mais uma miúda deste mundo com o coração feliz e apertado, dependendo dos dias! (coisas de menina) Sim, também o sou. Mas os meus dias vão além disso. Passam por crises, por feitios tramados, por faltas de paciência medonhas, por ideias ridículas, conversas fodidas, por uma ociosidade admirável, por desabafos da treta, por todo um conjunto de realidades que só quem as vive comigo é que tem a noção. Eu divago, eu falo, eu navego nas minhas filosofias! Eu fantasio, invento, idealizo! Os meus devaneios são mirabulantes, as minhas ideias conturbadas e os meus pensamentos desordenados. Sou imperfeita, caralho! Descobri agora --' Mais uma verdade inconveniente para a minha colecção. Nada que me escasseie a vida. No meio disto tudo o que, realmente, me deixa descansada é o FMI. Não me interessa viver os próximos 4/5 anos seca que nem um bacalhau na Peixaria do Hipermercado, nem me interessa que o poder de compra dos portugueses diminua e, muito menos, que os ricos paguem uma boa parte desta "crise". Como diz João Salgueiro (Presidente AGS): "Estou optimista porque o doente reconheceu a doença e quer curar-se!" E porquê? Porque, ao menos, o Primeiro-Ministro reconheceu-a e sabe como remediar a coisa. Já eu, bem...ela reconhecida está, curada é que nem por isso. Nem para lá caminha! Por isso, viva o FMI. (indeed)

JS

Agora? Agora só queria estar aqui a escrever e a olhar para ti, sentado na minha frente. Só queria ter de te dizer: "Espera só um bocadinho, está quase!" quando me perguntas: "Vamos dormir?". Não queria ter de estar sozinha a pensar em ti, a sentir a tua falta e a absorver cada uma das tuas mensagens que acabaram de acabar, porque adormeceste. Não é justo! Eu não tinha que me despedir de ti sempre, não tinha que ficar sem ti toda a semana, nem tinha que desejar, todos os dias, ter-te comigo. As saudades não matam mas moem. Sabes a que é que me agarro? Às coisas que me dizes ao ouvido, enquanto me abraças, antes de bateres a porta do elevador! São essas coisas, essas frases, essas pequenas palavras que me dão coragem e força para aguentar os dias sem ti. Agarro-me a elas todos os dias, e faço delas companhia quando penso que ninguém fará melhor. Ainda que o mundo não nos facilite a vida, ainda que tenhamos que nos subjugar ao "tem que ser" do costume, ainda que tudo se nos apresente com entrave, ainda assim...eu não vou vacilar. Não quero tremer e, muito menos, abandonar uma luta que também é minha e que não se vence se for unilateral. Eu vou estar aqui como sempre estive, vou saber levar e digerir tudo como sempre soube, e sempre com o amor de sempre. Porque amor, enfim! Amor é amor!

sábado, 2 de abril de 2011

Sophie.


Pequena,não há um dia em que não me lembre de ti. Não passa um dia sem que pense nas tuas gargalhadas, nas tuas brincadeiras ou nas tuas pequenas descobertas. Sabias que os meus olhos brilham quando te vejo? E quando corres pra mim de braços abertos e me dás daqueles beijinhos com barulho? E quando me pedes silêncio nessas tuas performances onde inventas canções espectaculares? E quando me dizes que já tinhas saudades minhas? Brilham sempre, Princesa. Brilham sempre. E sempre que os teus olhos fitam os meus na ânsia de aprovação para o que quer que seja, sempre que te acompanho nas tuas coisas adoráveis de criança, sempre que me pedes ajuda e me mostras as tuas mais recentes capacidades, sempre que perco a noção do tempo só a ver-te crescer...em tudo brilham! E brilham de orgulho, de adoração, de um quase amor de mãe. Quando cresceres vais saber todas estas coisas que provocas em mim, vais saber que um dos meus sonhos é ter uma filha como tu. E vais saber que nunca te vou largar a mão, nem por breves instantes. Vais saber que foste das melhores coisas que me aconteceu na vida. É inexplicável, Maria! E tu, sendo tão pequena, ainda não o sabes nem entendes. Só sabes que és a minha princesa, a boneca, a Maria. E sabes porquê? Porque é quando vens e me abraças que eu começo a ser feliz!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

cheiro a criança.

Bendito PANDA que me tem deixado os olhos a brilhar desde o dia 7 de Março *.*



Quando vens e me falas assim, desse jeito, bem baixinho. Desse modo apaixonado e derretido, completamente concentrado. Com as mãos trémulas e a respiração ofegante. O rosto firme e afastado de qualquer movimento paralelo e exterior. Com os olhos a brilhar e fixos em mim. O coração acelerado e a voz tremida e envergonhada. Aquela ânsia nítida de quem quer que seja aceite aquilo que diz. É aqui, mesmo aqui e ,exactamente, desta maneira que o meu coração fica pequenino, tão pequenino que cabe na ponta do meu dedo!

sábado, 19 de março de 2011

Sábado? por mim, todos os dias.


É Sábado! Quero os mimos, os beijinhos, os abraços. Quero as gomas, os bolicaos aquecidos, os copos de leite. Quero o sofá, quero os filmes, quero as gargalhadas. Quero o único dia que me deixa ter-te comigo o dia todo, quero não ter de me despedir de ti, quero "usar e abusar" do que é nosso.
Hoje é Sábado, e tu sabes o que isso significa. Hoje é dia de passar o dia contigo. Mas hoje, sendo Sábado, não estás. E já não há mimos, beijinhos ou abraços. Já não há gomas, bolicaos aquecidos ou copos de leite. Já não quero o meu sofá, nem os filmes e não há gargalhadas.
Quero que seja Sábado todos os dias. Um dia, sim, um dia, eu sei que sim!

felicidade era, naquela madrugada, estar viva.

Sem que as palavras tivessem tomado conta da boca, sem que, sequer, tivessem ousado fazê-lo, ouviste-me melhor que ninguém. Ouviste o meu silêncio ensurdecedor e ficaste ali, só a entender o meu respirar ofegante e a limpar as lágrimas dos meus olhos. E aquele momento durou para sempre, as tuas mãos passaram no meu cabelo e no meu rosto eternamente sem que nada nos fizesse mover. Fiquei ali, enterrada nos teus braços, a sentir-me, realmente, tua (como nunca o sentira), no meu desafogo, na minha tentativa de reanimação. Sem nunca falar, sem nunca ouvir uma questão, um comentário da tua parte, sem nunca sentir qualquer tipo de pressão e sem me mexer, tu ficaste até ao fim. Tu ficaste até que as lágrimas secassem e o soluçar tivesse terminado! Ergui os olhos e tu continuavas a olhar-me, como que a decifrar cada gesto meu, continuavas ali como sempre estiveste. E eu? Eu não fugi com vergonha, não tive medo de admitir a fraqueza daquele momento, e abracei-te como se abraça o tempo, com toda a minha força. Os meus olhos brilharam, senti-o pelo teu olhar enternecedor e sem jeito. Sem que aquela paz fosse constrangedora, apenas verbalizaste: "Vou ficar contigo para sempre!". Nada era mais importante do que isto, nada me fazia mais feliz. Porque a dor, essa, já não dói. Mas os olhos, esses, ainda brilham.